Voltar para o Blog 19 de September de 2026

RODRIGO PEREIRA BARRETO

RODRIGO PEREIRA BARRETO

DR. RODRIGO PEREIRA BARRETO

 

Advogado abolicionista e empreendedor. Nasceu em 28 de dezembro de 1835, na Fazenda Monte Alegre, na Vila de Vargem Grande, Resende. Filho do Comendador Fabiano Pereira Barreto e de Francisca de Salles Pereira Barreto. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco em 1862, em São Paulo, instalando no ano seguinte um escritório de advocacia em Resende, situado à Rua do Ouvidor, nº 06. Militou na política como vereador, chegando a ocupar a presidência da Câmara Municipal de Resende (legislatura 1865-1876). Presidiu integralmente a Câmara Municipal de Resende em 1871. Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia de Resende.

 

Após adquirir, em 1873, a Fazenda Santa Maria (alterando o nome para Fazenda Eldorado), transferiu sua residência, em novembro de 1876, para a Vila de Ribeirão Preto, acompanhado de sua esposa e filhos. Investindo na lavoura de café, em poucos anos tornou-se um importante produtor e retornou às atividades políticas locais, sendo eleito suplente e vereador nas legislaturas de 1887-1889. Meses depois, ao assumir como vereador, entrou para a história em 03 de agosto ao propor a criação do “Livro de Redenção”, grandiosa obra para a libertação dos escravizados do município. Fundou em Ribeirão Preto, no dia 25 de setembro de 1884, o Club da Imigração, Lavoura e Comércio, sendo nomeado seu presidente, tendo como vice-presidente o Dr. Henrique Dumont.

 

Do primeiro matrimônio com D. Amélia Leitão Peixoto, teve os seguintes filhos: Coriolano Pereira Barretto, Clóvis Pereira Barretto, Fábio Pereira Barretto, Amélia Pereira Barretto e Estephania Pereira Barreto. Viúvo, contraiu segundas núpcias com a Profª. Leopoldina Adelina Leite, com quem teve: Ceci Barretto Knipping, Jacy Pereira Barreto, Hortênsia Pereira Barreto, Lavínia Pereira Barretto Dellape, Dário Pereira Barreto, Sarah Pereira Barreto e Rodrigo Pereira Barreto Neto.

 

De acordo com alguns autores, Rodrigo Barreto sofreu perseguições dos escravocratas por causa de seu empenho e dedicação à libertação dos escravizados do município. Ameaçado de morte, mudou-se de Ribeirão Preto com sua família para São Paulo. Vendeu, em 1889, sua chácara e a Fazenda Eldorado para Martinho Prado. Vendeu também seu quinhão de terras na localidade denominada Ribeirão Preto Abaixo para João Pereira Ramos.

 

Em São Paulo, adquiriu a Fazenda Carmo, no distrito de Itaquera, e os sítios Caguassu, São Miguel e Lajeado. Fixou residência na Rua do Brás, nº 210, São Paulo. Assim que se estabeleceu na capital, fundou a Companhia Leiteria Paulista em 29 de novembro de 1890 (Diário do Comércio), instalando sua sede administrativa na Rua do Rosário, nº 05, na então Freguesia da Sé. Em seguida, montou e presidiu a Companhia Construtora de Casas para o Proletariado.

 

Sua esposa e filhas foram responsáveis pela fundação da primeira escola mista do bairro de Itaquera, em 1900. Passou a dedicar-se à criação de gado e cavalos Mangalarga, além da produção de café. Em 1905, adquiriu parte de uma fazenda denominada Cervo, localizada no município de Assis. Como empreendedor, foi fundador e cofundador de empresas como a Companhia Construtora de Casas para o Proletariado, Companhia Mercantil de Obras Públicas, Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, Companhia Leves Paulista e a Companhia Leiteria Paulista.

 

O Dr. Rodrigo Pereira Barreto faleceu na cidade de Guaratinguetá no dia 26 de maio de 1910, onde realizava um tratamento de saúde (O Paiz). Seu nome foi homenageado em logradouros públicos na Capital Paulista.

 

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